14 de maio de 2015

Maybe you're my but

Seria tão mais simples escutar-te sem as inquietações do passado, sem receios do futuro, com o coração na boca. Talvez apreciasses mais o que digo sem estas minhas cicatrizes do que fui, sem a incerteza do que sou ou serei. Não sei se algum dia nos conheceremos por completo, se o jogo acabará com vencedores ou vencidos ou fugirás sem acabá-lo. Mas… de alguma forma a piada do jogo está na dificuldade de jogá-lo, de te conhecer com aquilo que te marca, de descobrir a cada passo que damos a certeza do que quero e da responsabilidade do que me vais permitindo ter.
Não tenho medo de ti nem dos teus medos, apenas receio que o amanhã não me traga alguém que saiba jogar tão bem quanto tu. E como não confio no vento para me trazer o que quero vou jogando e aceitando as regras que ao acaso criamos. Talvez a vida seja mesmo para ser vivida sem promessas, talvez o som do mar enquanto te contas me percorra as veias eternamente, talvez as palavras que escondes sejam o melhor silêncio de sempre.
But… I’m thinking so loud… I Guess you’re listening me

6 de abril de 2015

Talvez desista de desistir

Tenho saudades tuas sabes? Saudades desse teu cheio, do teu abraço apertado e da vontade de ter junto de mim, mesmo nos dias mais quentes, de te beijar ainda com água salgada a percorrer-te os lábios… É, sinto saudades, sinto mesmo… saudades das noites mais frias, dos mesmos lugares para onde ir, das conversas nunca repetidas e dos melosos sussurros. 
Acredito ainda que não mudaste, que tens dentro de ti aquela menina que conheci, defensora do mundo, difícil de perceber mas que eu já entendia tão bem. É incrível como a saudade bate quando te leio a mente, desculpa a ousadia.

Vendo bem, ainda nada mudou, continuo o mesmo cobarde de sempre, que receia a palavra, o sorriso, até mesmo o convite que prevejo que receies. Tu também tens um pouco do que eras, notei. Essa forma de me mandar à merda sempre foi tão subtilmente tua. Vou sorrindo com o que escrevo e vou lembrando, serás ainda tão louca como tímida? 
Por vezes sinto que me arrasto e arrasto o tempo comigo na esperança de que tudo um dia dê certo e junte por fim as peças, mas é nestas minhas caminhadas que percebo que mais uma vez sou cobarde, não sei se te arraste comigo ou se para ti a estrada chegou ao fim. Neste dilema acendo um cigarro à tua porta, queimando-me tão lentamente sobre as promessas e oportunidades que gastei. As memórias lembram, o futuro tarda e as saudades não passam. Tu sabes do que falo, não sabes? Falo da guerra que o sono perdia contra a vontade de ti, hoje não foi diferente.

 Não vale contar, só viver? Contei demasiado sem viver.

3 de fevereiro de 2015

A reter

A vida é um gozo, eu gozo comigo e tu comigo, talvez um dia venhamos a rir juntos.

23 de janeiro de 2015

Passado do presente



Quero redescobrir em ti esse perfume que de mim jamais desgrudou, contemplando esse teu olhar que só agora me atemoriza de tão distante que é. Que o ontem não fosse tão somente lembrança de ti nem o hoje a certeza do teu vazio, que a tua respiração preenchesse o presente destas noites tão frias.
E ao acaso pergunto ao tempo os porquês de ser o pingo sujo em águas claras, ser a corrente de um mar tão calmo que me abraçou sem medos. A triste melodia deste livro já sem letras deu-me algumas das respostas que deixei o vento levar.
Desculpa-me ser o fantasma de sempre, mas deixas um vício que percorre o meu sangue e adoça a vontade de esquecer o fantasma e permanecer um sempre no lugar do de. Entra neste sonho de hoje, entra e mente-me dizendo que me amas e ama-me com a mentira que me contas, torta-te real.
Seria tão mais simples dizer-te um adeus eterno e deixar partir este vício que me calcorreia nas veias mas… lembro-me de ti sabendo-me a amor.
J-2011